TIPOS DE EXPORTAÇÃO

 

1. Exportação Direta

É aquela em que o próprio fabricante fatura a mercadoria em nome do comprador no exterior, mesmo que a venda tenha sido realizado por intermédio de um agente ou representante. A empresa faz todos os passos para a exportação e, portanto, tem que dominar os procedimentos legais, assim como conhecer os mercados disponíveis para os seus produtos. Geralmente, ela cria um departamento específico para a atividade com pessoal preparado para atuar em contratos de venda, de frete, de seguro e de câmbio.

 

2. Exportação Indireta

O produtor vende a mercadoria a um interveniente com o fim específico de exportação e esta operação tem que estar citada na Nota Fiscal. A transação é feita com suspensão de impostos, mas se a exportação não for efetivamente realizada, o produtor terá que recolher os tributos. O interveniente pode ser:

· empresa comercial exclusivamente exportadora;

· de atividade mista (importa, exporta e atua no mercado interno);

· cooperativa ou consórcio de produtores ou exportadores;

· empresa industrial que atua comercialmente com produtos de terceiros.

 

3. Exportação Indireta Via Trading Company

As trading companies, também conhecidas como empresas comerciais exportadoras, têm tratamento tributário diferenciado e as vendas realizadas para elas têm caráter de exportação direta. Dessa forma, o exportador conta com isenção de impostos e deixa de ter qualquer responsabilidade sobre a continuidade da operação. Criadas pelo decreto-lei 1.248/72, possuem registro especial concedido pela Secretaria da Receita Federal (SRF) e pelo Departamento de Operações em Comércio Exterior (Decex).

Veja quadro comparativo de transações via trading company:

 

Vantagens:

· gasto reduzido na comercialização do produto;

· eliminação da pesquisa de mercado;

· eliminação dos procedimentos burocráticos e seus custos, já que a documentação se resume à Nota Fiscal;

· redução de riscos comerciais e de movimentação da mercadoria no exterior;

· redução do custo financeiro decorrente das vendas a prazo, já que, via de regra, as comerciais exportadoras compram à vista e

· dedicação exclusiva à produção.

 

Desvantagens:

· problemas com o desempenho da empresa comercial;

· margem de lucro reduzida, pois muitas vezes o preço para exportação é menor o que o praticado no mercado interno;

· relação distante com o cliente final e

· inibição da ação exportadora do fabricante, pois as decisões nem sempre serão dele.

 

Importante:

A decisão da forma pela qual se processará a exportação deve considerar os incentivos fiscais e financeiros de que cada uma dispõe.